Viajando pelo Mundo
Um relato sobre viagens feitas por esse mundo afora! Sozinha ou acompanhada, viajar é tudo! Dê uma olhada também neste blog www.dividindo-o-mesmo-teto.blogspot.com
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Ilha Bela - Linda, a dois...
Todos os lugares que viajei sozinha eram sempre muito animados. Como sempre fico em albergue, consigo me enturmar com facilidade e sempre tem uma programação bem diversa. Ilha Bela, no entanto, foi um pouco diferente e pela primeira vez não recomendo viajar sozinha.
A ilha é realmente bela! Vilarejos e praias charmosas, gente bonita, várias atrações. Um local extremamente romântico! Até aí, tudo certo. Como sempre, fiz a reserva da acomodação em albergue, para facilitar a interação com outras pessoas. Pacote fechado com dois meses de antecedência.
Ansiosíssima, levei sete horas de São Paulo ao local, um trajeto que levaria 3 horas e meia em outra época do ano. Viajei uma semana após o ano novo. Mas não havia trânsito suficiente para acabar com a minha animação! Tomei sorvete, ouvi música, liguei para amigos etc.
A vista é linda, o local é realmente abençoado. Quando cheguei no albergue, descobri que era meio-albergue/meio-pousada. Apesar de ser bem recebida, achei que o clima estava mais para pousada do que para albergue, mais impessoal.
Me colocaram em um quarto com duas meninas de Goiás, mas elas não estavam por lá. Aliás, não havia ninguém na pequena área reservada ao albergue. Todos estavam andando pela ilha. Arrumei minhas coisas, me troquei, peguei uma revista, meu ipod e fui para a praia. Pela primeira vez viajando sozinha, estava realmente sozinha.
Não posso dizer que a situação não me incomodou, é muito chato ficar sozinha! Logo percebi que o local não tinha a mesma energia que os outros lugares que visitei. Então decidi que me divertiria mesmo se realmente não encontrasse companhia.
Ao entardecer, voltei para o albergue e percebi que minhas companheiras de quarto já haviam passado por lá e saído para jantar. Passei pela piscina, havia uns argentinos com umas meninas, mas não deram muita atenção. Resolvi voltar para o quarto, me trocar e sair também.
Foi a primeira noite jantando sozinha.
Olhei ao meu redor e tudo o que vi foi famílias, filhos e casais. Putz, estava no lugar errado, na hora errada! Estava em uma ilha paradisíaca, bem nas férias escolares.
Em momento algum havia considerado que o local poderia ser um retiro romântico ou familiar. Aliás, nunca havia pensado nisso antes de fazer qualquer uma das minhas viagens. Havia tido sorte de sempre encontrar companhia, até chegar em Ilha bela!
Dica: se for viajar sozinha, vá para lugares exóticos, como Chapada Diamantina, Bonito ou para o Nordeste. Fora do país: Europa, Austrália e Nova Zelândia também são fáceis para encontrar companhia. Lugares mais reclusos ou românticos tendem a ter mais famílias ou pessoas viajando entre amigos, mais difícil de se enturmar.
Voltei para o albergue meio desanimada e finalmente encontrei com as meninas do meu quarto. Agora sim, como sempre acontece em albergues, elas eram muito simpáticas, mas no dia seguinte iriam embora logo após o almoço.
Na manhã seguinte, resolvi fazer um passeio de jipe. Passaram na pousada cedo, iríamos à praia dos Castelhanos pela estrada antiga. Foi um dia maravilhoso, conheci uma família super engraçada e um casal de argentinos. Mas na volta, já comecei a pensar que teria de jantar sozinha novamente, pois tanto a família, quanto os argentinos estavam em praias muito distantes, não iria encontrá-los mais tarde. Foi batendo aquele desânimo.
Quando cheguei no albergue, as meninas de Goiás já haviam ido embora. Fui informada que duas argentinas estavam no meu quarto. Mais um desencontro, eu estava exausta, fui dormir e nem as vi chegar. Para o dia seguinte, eu havia agendado um passeio de barco.
Saí pela manhã, enquanto as argentinas dormiam. Saí com uma sensação de vazio e solidão. Caramba, nunca tinha passado por isso, depois de tantas viagens sozinha. Mesmo assim, foi outro dia fantástico. Os donos do barco eram muito gentis e fizeram com que todos interegissem a bordo. Passei o dia todo com dois casais, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro, demos muita risada. Foi ótimo! Mas novamente, eles estavam em praias distantes. À noite, voltei sozinha para o albergue.
Só encontrei as argentinas no fim do dia seguinte. Finalmente companhia!
Depois que encontrei as meninas do meu quarto, passamos a sair juntas e a viagem terminou como eu havia imaginado, com muitos passeios e momentos agradáveis.
Ilha Bela foi um aprendizado. Tive que aprender a me divertir sozinha. Em vários momentos, tive que me contentar com meu livro e meu ipod, mas percebi que era possível ficar bem em um momento meu ¨comigo mesma¨.
Dica: Se planejar uma viagem sozinha e de repente descobrir que realmente vai ficar sozinha, faça passeios em grupos com guia. Se não tiver companhia para jantar, vá a um restaurante que tenha uma vista maravilhosa, escolha uma mesa de onde você possa contemplar o local e agradeça. Afinal, tem muitas pessoas que gostariam de ter a portunidade de viajar, mas por algum motivo não podem... mas você está lá! :)
De qualquer forma, Ilha Bela novamente... só com o namorado! ;)
Bjs
Nani
domingo, 13 de março de 2011
Viajando sozinha - Mi Buenos Aires Querida!
Estou escrevendo com quase três anos de atraso, pois esta viagem foi feita em julho de 2008, mas como dizem por aí, antes tarde do que nunca!
Buenos Aires foi a minha primeira viagem sozinha! Nunca fui medrosa, mas viajar sozinha para mim parecia muiiito solitário. Morei seis anos em Londres e nesse período viajei sempre com amigas, nunca me aventurei sozinha, algo que me arrependo muito!
Viajar sozinho para um europeu é algo simples. Acho que eles aprendem na escola. Com certeza eles devem ter essa matéria: Como Viajar Sozinho Pelo Mundo. Eles são desapegados à família, amigos e até memo, namorados. Fazem as malas e vão. Simples assim. As viagens podem durar de um mês a um ano, eles encontram trabalho, qualquer coisa, e vão conhecendo o mundo.
Eu, uma brasileira cheia de receios, via o pessoal que estudava ou trabalhava comigo indo e vindo sem parar e pensava, ¨Caramba, deve ser tão triste viajar e ver aquela paisagem linda ou aquele monumento famosíssimo e não ter para quem falar: Nossa, que lindo! Não acredito que estou aqui!¨.
Enquanto estava na Europa, não era fácil, mas sempre conseguia alguma amiga que conciliasse seus compromissos para viajar comigo. Sozinha, nem pensar! Mas quando cheguei no Brasil, as coisas não eram tão fáceis. Dinheiro, tempo, família, filhos, vizinhos, cachorro, papagaio e até a própria falta de costume de viajar eram motivos para meus amigos dizerem que não dava. Então resolvi me aventurar pela primeira vez sozinha.
Fui a uma feira de intercâmbio e decidi ir para Buenos Aires ´hablar um poquito de español´! Comprei minhas passagens e fechei com uma escola 1 semana de aulas + acomodação. Iria ficar 10 dias ao todo.
Cheguei em Buenos Aires perdida. Não falava uma palavra de espanhol, achava que iria entender quase tudo, por ser muito parecido com o português, santa ingenuidade! Mal consegui trocar o dinheiro no aeroporto! Mesmo falando inglês, fiquei extremamente ansiosa por não conseguir me comunicar!
DICA: Aprenda pelo menos um pouquinho da língua antes de viajar. Prepare-se para situações simples, check-in no aeroporto, troca de dinheiro, informações e direções, compras e restaurantes. Isso vai diminuir muito a sua ansiedade.
Consegui achar o ônibus que fazia o traslado até o centro de Buenos Aires. Durante a viagem fiquei algumas horas perdida em meus pensamentos. Já havia viajado ¨sozinha¨ antes para passar férias com a família ou amigos. Uma sensação bem diferente, pois havia pessoas me esperando no aeroporto. Sempre tinha alguém me esperando em algum lugar. Dessa vez não havia ninguém. Não conhecia ninguém. Nem sabia para onde estava indo. Uma sensação muito estranha.
Cheguei no centro de Buenos Aires e precisava pegar um taxi. Descobri que não sabia perguntar onde era o ponto de taxi em espanhol. Bateu uma ansiedade novamente! Poderia ter dito apenas ¨Taxi¨ uma palavra mundialmente conhecida, mas não sou dessas pessoas que se comunicam com monossílabos, então fiquei um tempo tentando construir uma frase em um português com sotaque espanhol ¨un taxi por favor?¨
Cheguei na acomodação estudantil e conheci três moradores, um alemão, uma japonesa e uma argentina. Todos muito simpáticos, me informaram que mais tarde teria uma festa de despedida para o alemão, pois ele estava voltando para a Alemanha depois de quatro meses morando na Argentina.
Aceitei o convite e fui tirar um cochilo.
Quando acordei, já estava em uma festa. Pessoas conversavam animadamente na cozinha, abri a porta do meu quarto e fui surpreendida com sorrisos e ¨hola bien venida, brasileña??¨ Eles me falaram que iriam a uma balada mais tarde (1h da manhã!) para continuar a festa. Topei!
Buenos Aires foi, se não a melhor, uma das melhores viagens que fiz sozinha. Mas sozinha não é a melhor palavra, pois sozinha não fiquei um minuto. Nessa festa conheci outros alunos da escola que iria estudar e me enturmei. No dia seguinte, já tinha uma programação completa.
Durante a semana saía com o pessoal da minha sala, todos ingleses. Fizemos muitas coisas juntos, aulas de tango, compras, até no zoológicos nós fomos! Foi uma semana intensa.
O que mais me chamou a atenção nessa viagem é que havia muita gente viajando sozinha, como sempre, a maioria europeus, mas eles sempre procuravam companhia. Estavam abertos a isso. Sempre simpáticos e prontos a dar dicas ou te acompanhar em algum lugar. Descobri que quem viaja sozinho, dificilmente fica sozinho! Basta querer conhecer pessoas, tem sempre alguém que queira fazer a mesma coisa que você.
Fiquei tão animada com a minha experiência, que no ano seguinte resolvi ir para Bonito, MS sozinha e ano passado fui para Parati!
DICA: se for viajar sozinha, procure ficar em acomodações estudantis ou albergues. Muitas pessoas não gostam da palavra ¨albergue¨, parece sinônimo de acomodação barata e de má qualidade, o que não é verdade! Há muitos que são bem organizados e limpos e você terá a oportunidade de conhecer várias pessoas que estão lá pelos mesmos motivos que os seus. Claro, não é tão confortável como um hotel, mas você pode ficar em um quarto sozinha (alguns albergues têm essa opção) ou dividir com outras pessoas, o que pode facilitar conhecer pessoas.
O ambiente do albergue é muito acolhedor. As pessoas são receptivas e abertas para bater papo. Bem diferente de uma pousada ou hotel, onde pessoas se hospedam com a família ou amigos e não estão interessadas em dividir experiências com os outros hóspedes.
Um dos meus vizinhos de quarto em Buenos Aires era um Iraniano/Americano, que estava em Buenos Aires a negócios. Ele me disse que viajava muito, mas que preferia ficar em acomodação estudantil para se socializar um pouco. Nunca ficava em hotel. Uma noite, ele organizou um jantar com todos da casa.
E se você pensa que acomodação estudantil ou albergue é só para jovenzinhos, está enganado! Conheci pessoas de 20 a 60 anos! Como pode ver, viajar não tem idade!
Eu me apresento!
Eu deveria ter começado a escrever sobre minhas viagens há muito tempo! Adoro viajar e sempre que posso, faço minha malinha e abro um mapa.
Já viajei com amigos, família, pessoal do trabalho, mas as viagens mais divertidas foram quando viajei sozinha!
Portanto, vou dividir com vocês um pouco sobre minhas viagens por aí e dar dicas para aqueles que gostariam de se aventurar pelo mundo sozinhos ou acompanhados!!
E se viajou e resolveu ficar por um tempo para estudar, trabalhar ou apenas curtir! O blog Dividindo o mesmo teto dá dicas de convivência para quem precisa dividir uma casa.
www.dividindo-o-mesmo-teto.blogspot.com
Já viajei com amigos, família, pessoal do trabalho, mas as viagens mais divertidas foram quando viajei sozinha!
Portanto, vou dividir com vocês um pouco sobre minhas viagens por aí e dar dicas para aqueles que gostariam de se aventurar pelo mundo sozinhos ou acompanhados!!
E se viajou e resolveu ficar por um tempo para estudar, trabalhar ou apenas curtir! O blog Dividindo o mesmo teto dá dicas de convivência para quem precisa dividir uma casa.
www.dividindo-o-mesmo-teto.blogspot.com
Assinar:
Comentários (Atom)





